A Cachaça Esquerdista Das Redações E Um Comentário De Olívia Milena, Do "ME"…

17 Feb 2018 01:14
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is?pMP5piUjlbWPftlQL3PsFCgGpjns83y7bgat9gH9Eio&height=220 Mais: o texto de Laura induz, acho eu, o leitor a opinar que o acontecimento de haver hoje mais negros na invasão do que há 25 anos torna esse movimento mais democrático do que aquele. Não torna. Com mais ou com menos, a ação continua a ser um flagrante desrespeito ao estado democrático de direito.E isso, sim, é diferenciado de 1982. A nação vivia uma ditadura — meio esculhambada, todavia ditadura. E notem bem: era uma ditadura que não conseguia nem ao menos ser "de direito", visto que ela não respeitava seus próprios pressupostos. Se "negro" fosse classe política, por este contexto, seria, assim, uma ordem negativa.Ainda bem que não é. Leitores reclamam que "peguei leve" com Laura visto que ela é minha "amiga". Nem ao menos uma coisa nem sequer outra. Discordei de modo civilizada — e, algumas vezes, Tio Rei tem o coração mole. Nós nos conhecemos, não somos amigos. Discordo radicalmente da leitura que ela fez. A dúvida que me interessa é outra. O que lamento é que um jornal como a Folha — ou o Estadão, que seria a nossa possibilidade mais conservadora e, infelizmente, não é — não comportem uma reportagem com um enxergar diferente ou mesmo oposto do de Laura. Isso parece querer expor algo. Talvez necessite narrar que as redações são uma espécie de território mais ou menos livre, liberado, pra algumas formas de esquerdismo, entretanto interditado pro que chamam de "direita". E isto não é bom. O lugar da "voz do dono", do "patrão", seria o editorial.Se houve, alguma vez, no decorrer da ditadura, algo de meritório em quem conseguia "ser de esquerda" nas redações, nos dias de hoje, isso não passa de oficialismo, de governismo, de alinhamento com a metafísica influente. Em recente entrevista ao Observatório da Imprensa, Otavio Frias Filho, diretor de redação da Folha, observou que mesmo o jornalismo tem uma conexão de servilismo com o PT.Escrevi neste local um texto afirmando que concordo com ele. No entanto larguei a minha Mafaldinha. Engraçado essa mocinha (que vc diz não anunciar o nome pra protegê-la) tratar coisas sobre o assunto partidos políticos,assembléias chatíssimas comandadas por partidos x, y, z, (aliás, faltou ela indicar alguns e assim como citou outros que nunca vi por lá.Como se vê, a militante prova que o "movimento" está tomado por partidos de extrema esquerda, como sempre esteve. Não há nada outra vez desse peculiar. Ela só considera que a caracterização feita por uma amigo é inexata. Reparem no momento em que ela escreve: "uma esquerdista que Realmente acompanha o que acontece". Esse é o risco mais pernóstico que os educadores de esquerda transmitem a seus abduzidos: a idéia de que eles têm acesso a uma consciência superior, à verdade. Sou da FFLCH e entendo muito bem o que ocorre por lá. Acontece que convocamos assembléias de sala, de curso, geral, e estes que se dizem uma oposição oprimida não se manifestam e depois querem meter o bedelho nas decisões tomadas democraticamente!Seis Procedimento seis.1 Planeamento inicialMulheres que traem buscam mais sexo e não pensam em divórcio"Não vi nenhum confinado sendo executado"Luana Lima alegou: 11/09/12 ás 08:Vince e seis176 "O exército do Sr. Satan!" Os Discípulos de Hércules vinte e sete de Janeiro de 199335 As Expressões do PatriarcaOlhe só, Laura. Nada mudou! Você chama para a assembléia — a toda a hora manipulada, certo, Laura? Ela é o foro. Ora, uma assembléia teria de ser, ao menos, representativa. Não importa. Os gatos pingados, todos militantes, vão lá. Tomam a decisão por maioria — da assembléia, não dos estudantes. E quem discorda do esquema? E quem nem ao menos mesmo comparece pra votar? Não existe como gente. Necessita de calar a boca.Caso tente narrar qualquer coisa, está "metendo o bedelho". A escola se torna uma cenário privado de quem aceita os métodos da tropa de choque. A que decidiu, ontem, a continuação da ocupação teria reunido dois 1000 pessoas. Os números são dos invasores — tem que ser a metade. Porém que fossem dois mil. Correspondem a apavorantes dois,4 por cento dos estudantes da USP! Se querem ter aula, se são contra a greve, contra a razão do ME, se acham que a USP e tuas numerosas unidades precárias os contentam, que se manifestem!Eis o teu problema, Mafaldíssima. Eis a prova de que você não domina nada de democracia. Eles se manifestam. Só não recorrem à brutalidade que você endossa. Tanto se manifestam, que há apenas duas faculdades em greve: a Fefeléchi e a ECA. E só é sendo assim pelo motivo de, nessas faculdades, o poder assim como está com a esquerda.O resto da USP está em funcionamento. Vocês é que não aceitam o ponto de vista oposto. Vejam o caso do Instituto de Física. No momento em que um aluno não vai às assembléias manipuladas de vocês, no momento em que se nega a entrar em greve, está descrevendo, no momento em que menos, NÃO a seus métodos. Note, Laura: "ME" para designar "Movimento Estudantil" é jargão de esquerda.

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